Novo clipe da Banda Uó

Ontem (17) a Banda Uó lançou o clipe da música Faz Uó, single que faz parte do primeiro álbum do trio previsto para ser lançado no fim desse ano. O clipe foi inspirado nas gangues de Nova York dos anos 80, e ficou muito legal.

Esse é o segundo post que dedico a Banda Uó, só pra deixar registrado que adoro o estilo e a atitude desse trio, que por obséquio são meus conterrâneos. Curtam o novo clipe, Faz Uó:

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Jeito Caipira

A música sertaneja vêm ganhando cada vez mais espaço no cenário musical brasileiro, com um novo estilo que ficou conhecido como o sertanejo universitário. As tradicionais duplas sertanejas ganharam uma nova roupagem, com músicas mais animadas que falam de temas mais abrangentes, dando espaço até para cantores solos – como Luan Santana e Michel Teló – nesse cenário onde as duplas sempre comandaram.

Nesse post gostaria de mostrar uma canção das antigas, composta por Joel Marques e Macaraí e muito bem interpretada pela dupla Chitãozinho e Xororó, a música “Caipira” é uma típica música sertaneja. De uma época onde as letras refletiam as histórias e pensamentos das pessoas que viviam no sertão, cuidando do seu pedacinho de terra, do transporte de gado, com as dificuldades e alegrias que essa vida podia lhes proporcionar. Nessa versão, Chitãozinho e Xororó atentaram para o modo como o caipira fala, sendo assim resolvi colocar a letra conforme a canção.

Caipira

 

O que eu visto num é linho
Ando inté de – pé no chão
E o cantar de um passarinho
É pra mim uma canção
Vivo com a poeira da enxada
Intranhada no nariz
Trago a roça bem plantada
Pra servir o meu país

Sou, sou desse jeito e num mudo
Na roça nóis tem de tudo
E a vida num é mentira
Sou, sou livre feito um regato
Eu sou um bicho do mato
Me orguio de ser caipira

Doutor, eu num tive estudo
Só sei memo é trabaiar
Nessa casa de matuto
É bem-vindo quem chegar
Se tenho as mão calejada
É do arado rasgando o chão
Se a minha pele é queimada
É o sor forte do sertão.

Sou, sou desse jeito e num mudo
Na roça nóis tem de tudo
E a vida num é mentira
Sou, sou livre feito um regato
Eu sou um bicho do mato
Me orguio de ser caipira

Enquanto arguém faz guerra
Trazendo fome e tristeza
Minha luta é com a terra
Pra num fartar pão na mesa
Das vez  vou à cidade
Mas num sei falar direito
Pois caipira de verdade
Nasce e morre desse jeito

Sou, sou desse jeito e num mudo
Na roça nóis tem de tudo
E a vida num é mentira
Sou, sou livre feito um regato
Eu sou um bicho do mato
Me orguio de ser caipira.

Quem se identificou ou simplesmente gostou do post deixe um comentário. Beijos!!

Viagem Cultural

O “Projeto Transbaião – A Cultura Viaja Aqui” é um projeto que agrega música, gastronomia e lazer durante uma agradável viagem turística de trem, que percorre várias cidades do recôncavo, aproveitando a linha ferroviária para passeios turísticos. Os passeios já contaram com a participação de bandas renomadas no cenário baiano e nacional, como a banda Chiclete com Banana, os cantores Zé Ramalho, Fagner, Dominguinhos, Michel Teló, entre outros.

Visitem o site do projeto aqui >> Projeto Transbaião

“Um dois três indiozinhos”- e o graffite de Cranio

Outro dia eu estava olhando umas imagens em um site que eu adoro, onde encontrei umas imagens de pinturas em graffite de um artista brasileiro que chamaram minha atenção – primeiro porque eu gosto muito de graffite e arte de rua, segundo pelos temas abordados pelo autor dessas pinturas. Fábio de Oliveira, mais conhecido como Cranio é o criador dos polêmicos indiozinhos que estampam muros em vários pontos da cidade de São Paulo. Cranio faz críticas que podem ser claramente vista em suas pinturas, de uma forma bem humorada – o que aproxima ainda mais sua arte com a realidade dos brasileiros. Em suas obras podemos observar protestos contra a destruição do meio ambiente, ao consumismo, ao capitalismo, onde indiozinhos azuis protagonizam cenas em que tentam integrar-se na sociedade contemporânea, denunciando de forma satírica muitos dos exageros nocivos que caracteriza a sociedade atual.

Além dos muros de São Paulo, Cranio já expôs em algumas galerias e tem seu trabalho reconhecido internacionalmente. Sobre sua preferência em pintar nos muros da cidade, e que é de muitas maneiras uma arte efêmera, Cranio diz: “A paixão de pintar pela cidade é o que me marca, passar por um lugar e ver seu desenho e as pessoas admirando, não tem preço”.

Abaixo seguem algumas imagens que selecionei para que vocês possam conferir um pouco do talento de Fabio de Oliveira, o Cranio.

A propósito, a página em que encontrei as imagens é Tagged with amazonian tribal culture on We Heart It.